sexta-feira, 25 de maio de 2007

Inventário Invertido

Perdi cabelos, pelos, pele, sóis das 7h30, shows, vagas na primeira fila, dinheiro, chaves, uma blusa de cashmere vermelho, uma aliança, dois livros, um dicionário de alemão, namorados descartáveis, amores purpúreos, valsas de 15 anos, baile de formatura, um apartamento, um chevette verde, milhagens da Tam, meu celular, algumas horas de sono, o monte Saint-Michel, um argentino em Paris, le sacre-couer, o castelo de Versailles, um sobretudo em Nantes, minha certidão de nascimento, uma conta de telefone, um par de botas pretas de canos baixos e saltos altos, anos sem brincar com meus cachorros, meses chorando por besteiras, tempo demais querendo ter o que eu não devia, classe, paciência, medo de dirigir, massa muscular, ciúmes, muitas amizades, poucas importâncias, minha vontade de ser perfeita.

Se você encontrar algum desses pertences, favor enviá-los ao meu antigo endereço: passado enterrado, inúmero, cep esquecido.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

O sol se põe em São Paulo

Estou lendo o último romance do Bernardo Carvalho "O sol se põe em São Paulo" e gostando muito. As imagens de um passado não vivido, que se tenta recriar em lugares desconhecidos, constroem a fragilidade das relações, as incertezas de existência do eu e do outro. A cara do nosso tempo. Recomendo.

Pra ler:

CARVALHO, Bernardo. O sol se põe em São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Alegria



Queria registrar aqui que, ontem, 10 de maio de 2007, defendi minha dissertação de mestrado em Literatura e Crítica Literária "A dúvida em discursividade: Machado de Assis e Dostoiévski", na sala 500B da PUC. Foi uma experiência inesquecível, que eu tive a alegria de compartilhar com meus pais, meu marido e amigos muito especiais. Obrigada a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização desse sonho.

 
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