sábado, 29 de setembro de 2007

Escrevo para quem é, foi ou será triste. Se triste é meu léxico, não há por que negar-lhe a natureza. Sendo ou deixando de ser triste, sigo trotando letras que inexistem em alfabetos, greco-romanos, cirílicos, proscritos... belas letras não me impressionam mais.

29 de setembro de 2007

Abraço

Abraços.
De um amor
abraço. Por um seu
abraço,
ando nu, vivo sem
tudo que me diz:
EU.

Sem ser mais só, eu,
sou todos nós,
em nossos e seus
abraços.

29 de setembro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Unicamp, aqui vou eu!

Muita alegria e uma enxaqueca que se dissolve instantaneamente: acabei de saber que passei na seleção para o doutorado em Teoria e História Literária na Unicamp! Eu nem sei o que escrever, ainda estou completamente confusa, mas queria agradecer, aqui, a todos os amigos que, de perto ou de longe, me ajudaram na realização deste sonho: Profa. Cida, Profa. Maria José Palo e Profa. Sílvia, maiores incentivadoras e exemplos inspiradores; Prof. Bruno, Prof. Franscisco Foot e Prof. Vadim Kopyl, pela atenção e grande apoio; minha querida amiga Vé, por compartilhar os mesmos sonhos e o mesmo amor pela literatura; meu marido, meus pais e minha irmã, pela torcida, pela paciência e pelo estímulo constantes.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Link


Há um link para flores, na fresta entre o caderno de economia e as ofertas de emprego.
Se puder, clique e dissolva-se no ar orvalhado das primeiras manhãs, molhando as pontas dos cabelos nas pétalas frescas.
Se não houver tempo, salve agora nos favoritos e retorne... breve e sempre.

Tudo que é sólido desmancha no ar.

A modernidade e suas questões são assuntos recorrentes nas mais diferentes situações, o que acaba banalizando seus conceitos, achatando seus sentidos. Marshal Berman, em "Tudo que é sólido desmancha no ar", dá vida nova aos múltiplos significados da modernidade, partindo do período de seu surgimento, no início do século XVI, até o século XX, passando por suas manifestações artísticas, literárias, arquitetônicas, estéticas e políticas numa linguagem leve e instigante.
Escrito originalmente em 1982 e relançado neste ano em edição de bolso (precinho ótimo) pela Cia. das Letras, o livro é delicioso de se ler e muito importante pra gente entender um pouco melhor as contradições da vida. Estou lendo e adorando! Recomendo.

BERMAN. M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Tripartida


Enquanto entro no ônibus das sete, você permanece na casa cinco e ela presa no vão dos tacos, soltos, do corredor de entrada... ou de saída?

Para onde, se qualquer saída nos leva à entrada de um prédio incompleto: paredes dão para portas, entre janelas semi-cerradas, curvas em que derrapa-se a 100 quilômetros por hora.

O asfalto é escorregadio, a areia profunda e a terra é lama do que poderia ter brotado, de tanta semente jogada a céu-concreto.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Under Pressure

De volta ao trabalho, sem tempo pra escrever no blog, pouco tempo pra escrever tudo o que é preciso no trabalho... ouvindo Under Pressure, Queen e Bowie. Perfeito.

 
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