A cada acidente, quantos planos acalentados neste plano se esfacelam no arremesso das consciências para outros planos, nos quais aqueles planos se desintegram? Talvez... ou morrem na inconsciência de quem os carregava, passando a viver apenas como memória nas consciências dos que ficam, neste plano, órfãos dos planos dos outros, em planos outros.
Em cada invólucro móvel ou estático - em vias aéreas, terrestres, marítimas -, milhares de sonhos vibram em vida, preciosa, frágil substância, que se enforma na lírica da poesia cotidiana e se desfaz, absurdamente, em prosa trágica.
19 de julho de 2007
Cêra Isa
Há 8 anos