quinta-feira, 26 de abril de 2007

Amor: de 20 a 30.

Não me venha com angústias
Embrulhadas pra presente.
Tenho as minhas,
Tem as suas.

Não me sirva carências
Em bandeja de prata:
Tenho-as na despensa,
Em conserva.

Leve daqui suas feridas:
Não as abri, nem as curei.
Use alvejante pra lavar seu sangue
da minha pele branca.

Meu beijo: antisséptico bucal.
Meu coração: do freezer ao microondas
Mas não pra você.
Só pra você.

2001

Um comentário:

Anônimo disse...

Na poesia é escrito aquilo que não é dito...ou aquilo que é dito, mas não é inteligível.

 
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