terça-feira, 26 de junho de 2007

Poema Andante

Enquanto eu posso
Sigo,
Passos
Que não foram meus.

Antes,
Passavam outros,
Tantos
Deixaram-se ir.

Não sei todos os caminhos.
Sigo
As letras, placas,
Percalços já percorridos,
Repito.

Carrego trôpegos sonhos,
Nas pernas que me foram dadas,
Ando,
Sigo,
Sorriso,
Enquanto eu posso


2007

5 comentários:

Anônimo disse...

É bom ter ler de volta!

Andrea disse...

Oi Ravs ;-} Também é bom revê-lo por aqui, valeu.

Marcio Araujo disse...

Andréa, nos tempos em que poemas são como bundas, surrealismo significa escrever qualquer coisa sem sentido e na prateleira de filosofia encontramos Paulo Coelho, foi muito bom encontrar as suas poesias. Li poucas, lerei as outras. Outros abraços.

Irineu Tolentino disse...

Olá Andrea,

Li-a no releituras.
Elogiei-a.
Você me respondeu, dando este endereço.
Minha cara, você é fina não só nas palavras soltas, mas no conjunto.
Tens talento.
Escreva sempre.

Um abraço!

Irineu Tolentino

Vera Helena disse...

Sempre me surpreendo com sua poesia!

 
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