Acompanhei a minissérie "Maysa - quando fala o coração" na Globo, com frequência mais assídua do que consegui manter em relação à "Capitu" - aliás, dos poucos capítulos que vi, achei a estética incrível e a narrativa, fragmentada como tanto o texto machadiano quanto a pós-modernidade exigem, muito bem conduzida.
Mas voltando ao revival de Maysa - que para mim surte quase o mesmo efeito de uma estréia, já que ela morreu em 1977, quando eu tinha cerca de 7 anos -, sem entrar na questão do mérito histórico ou artístico da série, o resgate dessa artista fascinante tem me trazido momentos de muito prazer. Ontem, assistindo na TV Cultura à reprise do programa "Ensaio", gravado em 1975, com Maysa, fiquei encantada com tanto carisma, tanta vida e sensibilidade na fala, no gestual, na interpretação completa dela.
É engraçado, porque eu gosto de Edith Piaf há muitos anos, acho que desde os meus vinte... tenho poucos mas bons CDs dela, adorei o filme "Piaf - Um hino ao amor", mas nunca, antes da minissérie global, tinha tido qualquer interesse por Maysa. A imagem dela, o nome, o pouco que eu sabia dela estava ligado aos meus pais, que devem ter comentado sobre ela uma ou duas vezes, minha mãe cantando um trechinho de "Meu mundo caiu"... só. Mas agora, que descobri Maysa tão tardiamente, quis registrar aqui a minha prévia ignorância e meu atual interesse em conhecer melhor a música brasileira, não teoricamente, mas na trilha do meu dia-a-dia.
Cêra Isa
Há 8 anos
Um comentário:
Oi Dea, pois é, vivendo e aprendendo!!...rs ou seria vivendo e descobrindo...rs ou ate mesmo em alguns casos redescobrindo....tudo uma questão do momento certo....sorrindo
Boa semana
beijos
Luis Americo
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