Em tempos de Festival de Inverno e milhares de turistas se acotovelando em Campos do Jordão, me lembrei de um dos lugares mais queridos da minha memória: Museu Felícia Leirner, com esculturas expostas a céu aberto, entre jardins e flores do parque do Auditório Cláudio Santoro.
Desde a primeira vez que estive lá até hoje, sinto a mesma vontade de ficar para sempre, como se eu pudesse viver ali.
A lembrança me fez pesquisar sobre Felícia na internet e acabei encontrando Sheila Leirner, crítica de arte, neta da escultora e editora de um blog lindo como ela, que me fez sentir em casa como as esculturas da avó sempre fizeram. Acabei de incluir o link aí na listinha dos mais queridos e recomendo, mesmo.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Felícia Leirner
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Andrea
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11:05
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Marcadores: Memória Afetiva
terça-feira, 26 de junho de 2007
Poema Andante
Enquanto eu posso
Sigo,
Passos
Que não foram meus.
Antes,
Passavam outros,
Tantos
Deixaram-se ir.
Não sei todos os caminhos.
Sigo
As letras, placas,
Percalços já percorridos,
Repito.
Carrego trôpegos sonhos,
Nas pernas que me foram dadas,
Ando,
Sigo,
Sorriso,
Enquanto eu posso
2007
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Andrea
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10:53
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O Casulo
Recebi o número 5 de "O Casulo" - um jornal independente de Literatura Contemporânea publicado pelos organizadores do Projeto Identidade e da Flap.
Achei o trabalho muito legal, consistente e corajoso. É muito difícil, para quem escreve por conta própria, sem o apoio das grandes editoras e da imprensa especializada, encontrar um espaço não só para publicar seus textos, mas também para receber a leitura crítica de outros autores.
Para conhecer melhor, é só clicar no link.
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Andrea
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07:18
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Marcadores: Literatura Contemporânea
Infância
Não foi sempre assim.
Tinha fruta no galho,
Goiaba na bacia de alumínio
no quintal,
brincar de piscininha...
Água cristalina,
entre as sombras das folhas
do abacateiro,
escorria marrom pelo chão
de terra e cimento.
Eu ouvia o vizinho:
Meninos
brincando gritam.
Saudades...
Eu era sozinha.
2007
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Andrea
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07:15
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Marcadores: Poesia
Saída
Torço pelo dia. Passe, desintegre-se. Deixe-me ir a outros planos, outras formas e cenários.
Novas sonoridades nas bocas da pessoas, cheiros desconhecidos, hábitos que ainda não me habitam. Não mais.
2007
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Andrea
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07:13
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Marcadores: Poesia