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terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Romance


Maravilhoso lançamento da Cosac Naify, o primeiro volume da coleção "O Romance", organizada por Franco Moretti. Formada por 5 volumes (1- A cultura do romance; 2- As formas; 3- História e geografia; 4- Temas, lugares, heróis; 5- Lições), a coleção reúne ensaios, análises e críticas escritas por grandes nomes. Terminei de ler o belíssimo primeiro ensaio do volume 1, "É possível pensar o mundo moderno sem o romance?", do Vargas Llosa e recomendo. Espero que a Cosac lance os outros 4 volumes em breve.

domingo, 12 de julho de 2009

Dostoiévski

Estou lendo Os Irmãos Karamázov, traduzido pelo Paulo Bezerra para a Editora 34. Até agora (terminei ontem a primeira parte), me parece o romance mais explicitamente religioso de Dostoiévski - não chega a ser panfletário dos ideais cristãos, mas em comparação ao Príncipe Míchkin, de O Idiota, Aliocha expressa e assume esses valores de forma oficializada, já que ele mesmo se retira para o mosteiro.
São primeiras impressões, ainda tenho muito pra saborear do romance.

sábado, 11 de julho de 2009

O Amante

Acabei de ler "O amante", de Marguerite Duras, da coleção Mulheres Modernistas lançada pela Cosac&Naif (um achado em promoção na Siciliano, por 19,90!)
É daqueles romances que já na primeira frase te puxa pra dentro de um universo narrado, poético, velado, estranho. Aliás, estranhamento é uma constante num texto cheio no qual nada é estável ou coerente. Sobre essa peculiaridade da escrita durasiana, o posfácio de Leyla Perrone-Moisés é bastante esclarecedora e enriquece muito a edição da Cosac&Naif. Recomendo!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Anna Akhmatova

Eis que surge "Anna, a voz da Rússia" (2008), de Lauro Machado Coelho, lançado pela editora Algol. Ainda não li, mas já encomendei e estou contando os minutos até a chegada. Como eu já comentei aqui, conheci Akhmatova por acaso, num livro didático de russo, e mantive a impressão e uma luzinha de alerta acesa, até que surge essa obra completa, em russo e português, e ainda com um CD com gravações de Akhmatova lendo seus poemas. Espero o correio com a ansiedade e a delícia de sempre...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sem amor, eu nada seria.



Estou lendo "Carta a D.", de André Gorz, encantada a cada linha. O texto é o último escrito por Gorz e o primeiro a tratar especificamente de sua história de vida e amor com Dorine, sua esposa.
Às vésperas da Páscoa, gostaria de compartilhar esse presente que é "Carta a D.", um livro que nos ajudar a voltar a acreditar no amor, transparente, honesto, real, eterno, possível e necessário.
Parafraseando Machado de Assis, em Iaiá Garcia, alguma coisa foi salva no naufrágio das ilusões.

GORZ, André. "Carta a D.: história de um amor". São Paulo: Annablume; Cosac Naify, 2008.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Na valise de Cortázar

Estou tardiamente descobrindo Cortázar, sempre tão citado mas ainda novo para mim. Comecei ontem à noite, pela página 227 de "Valise de Cronópio", no ensaio "Do conto breve e seus arredores". Já armada de disposição e coragem para superar as possíveis dificuldades do primeiro contato com o pensamento cortaziano, acabei me deliciando com um texto brilhante, não só pela complexidade das idéias, mas pelo talento expressivo, pelo tom carismático e humorado que permeia a linguagem do autor, dando leveza, relevo e lindas cores a raciocínios complexos sobre criação literária.
Adoro a descrição que Cortázar faz do estranhamento, de um posicionamento além da normalidade, que o autor assume no ato da criação de um conto. A postura do narrador, como uma das personagens, contando uma história que interessa, em primeiro lugar, aos habitantes do universo da exegese, do vida vivida no texto, me lembra muito os conceitos de autoria de Bakhtin, do autor que atua não como Deus, mas como um organizador de consciências equipolentes, autônomas e inacabadas (enquanto seres vivos).
Eu estou amando Cortázar e devo continuar, esta noite, mergulhando na "Valise de Cronópio". Recomendo!

CORTÁZAR, Julio. "Valise de Cronópio". São Paulo: Perspectiva, 2006.

 
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