No céu flutuavam trapos
de nuvem - quatro farrapos:
do primeiro ao terceiro - gente;
o quarto - um camelo errante.
A ele, levado pelo instinto,
no caminho junta-se um quinto.
Do seio azul do céu, pé-ante-
pé, se desgarra um elefante.
Um sexto salta - parece.
Susto: o grupo desaparece.
E em seu rasto agora se estafa
o sol - amarela girafa.
Maiakóvski
1917-1918
(Tradução de Augusto de Campos)
CAMPOS, A. de, CAMPOS, H. de, SCHNAIDERMAN, B. "Poesia russa moderna". São Paulo: Perspectiva, 2001.
Cêra Isa
Há 8 anos
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