O que havia de seu naquele instante de papel, rasgava-se a cada tipo, grafado em preto. Era como se o texto do outro, entreposto aos seus pontos finais, sobrepusesse suas conclusões, apagassem seu recomeço, manchassem sua palavra, última. Ponto parágrafo contravenção.
As fibras das folhas se desmachavam, borradas sob a tinta seca e imprecisa do metal. Foscas chispas pigmentadas a pó, da fita pro ferro à força: papel.
Da margem ao espaço derradeiro, nenhum registro. Só raspas de letras-sur-letras negridas de luto.
Cêra Isa
Há 8 anos
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