Amanhã não serás mais a mesma.
Muda, caminharás em retorno a um ponto impreciso,
Onde jazem sonhos desidratados.
Incerta, seguirás marcas, sinais e promessas
Perdidas. (Anéis não gravados, poemas canhotos, porcelanas frias)
Emaranhado de vias obstruídas.
Minha querida e futura esquecida,
Não há mais nada a ser reencontrado.
Por você, vivi sempre em estado de alerta, tateando palavras e gestos elípticos, nada que pudesse tocá-la ou feri-la ...
Mas tua pele é branca, frouxa de seda antiga.
Nos metais de hoje, não resistes mais.
Andrea
07 de agosto de 2007
Cêra Isa
Há 8 anos
2 comentários:
"Mas tua pele é branca, frouxa de seda antiga", maravilhoso! Adoro seus poemas :)
Beijos,
Vé
Corrigindo, Bepa!
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