terça-feira, 7 de agosto de 2007

À mulher que fica

Amanhã não serás mais a mesma.
Muda, caminharás em retorno a um ponto impreciso,
Onde jazem sonhos desidratados.

Incerta, seguirás marcas, sinais e promessas
Perdidas. (Anéis não gravados, poemas canhotos, porcelanas frias)
Emaranhado de vias obstruídas.

Minha querida e futura esquecida,
Não há mais nada a ser reencontrado.
Por você, vivi sempre em estado de alerta, tateando palavras e gestos elípticos, nada que pudesse tocá-la ou feri-la ...

Mas tua pele é branca, frouxa de seda antiga.
Nos metais de hoje, não resistes mais.


Andrea
07 de agosto de 2007

2 comentários:

Vera Helena disse...

"Mas tua pele é branca, frouxa de seda antiga", maravilhoso! Adoro seus poemas :)

Beijos,

Vera Helena disse...

Corrigindo, Bepa!

 
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